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Artigo
Não há comunicação inocente.
Por Kauer

«Em todo processo de comunicação há um propósito de transformação de uma situação ou estado.
Do desconhecimento para o conhecimento, da junção para a disjunção e vice-versa.
NÃO HÁ COMUNICAÇÃO INOCENTE!»
Lucy Niemeyer

Em comunicação, a novidade, a imprevisibilidade e a originalidade são fundamentais para despertar o interesse. Mas também é necessário em comunicação uma certa dose de redundância atrelada ao já conhecido. O equlíbrio entre a informação nova e a redundante faz a eficiência da comunicação.

Um bom exemplo prático disso é a velha e famosa "fofoca". Imagine um diálogo assim:

Interlocutor 1 ao Interlocutor 2:
 "Tenho um babado forte pra te contar..."  ou " Bah! Você nem imagina o que eu fiquei sabendo..."

Pronto! o interesse do Interlocutor 2 já foi cooptado. Nas frases ditas percebemos os elementos "novidade" e "imprevisibilidade" bem claros.

Daí a conversa continua:

Interlocutor 1 ao Interlocutor 2:
"...sabe o Fulano, marido da Sicrana?..."

Aí está a "redundância" ou "a referência ao já conhecido"

Perceba que se o Interlocutor 2 não conhece o Fulano e/ou a Sicrana citados pelo Interlocutor 1, o interesse pelo fato diminui sensivelmente ou totalmente, enquanto que se ele os conhece a história será retida e provavelmente repetida.

Nós nos comunicamos sempre, basta existir, há meios e mensagens positivas e negativas. Sua marca, empresa, equipe e produtos estão sempre sendo percebidas e "percebendo", o canal está aberto. A mensagem e os valores que serão comunicados podem ser decididas por você, pela concorrência ou pelo acaso.
R. Apolinário de Moraes, 1663, Montenegro-RS

Fone: 51 3632 3445

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